energia eólica  

 

 

QUALIDADE.ENG.BR

A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U W V X Y Z


FURACÕES E MUDANÇAS CLIMÁTICAS


O que significa a atividade dos furacões?
Existem três termos geralmente usados para descrever uma temporada de furacões: freqüência, intensidade e atividade. A frequência refere-se ao número de furacões. A intensidade é uma medida da força ou da máxima velocidade dos ventos de um furacão. A atividade é um termo utilizado pelo Centro Nacional de Furacões, nos Estados Unidos, que abrange tanto a freqüência quanto a intensidade dos furacões em uma temporada.
Adicionalmente, existem categorias diferentes, baseadas na intensidade dos furacões. Os furacões se desenvolvem a partir de sistemas mais “fracos”, as tempestades tropicais, com velocidades máximas, de ventos constantes, de 56-117 km/h. A todas essas tempestades tropicais, é atribuído um nome, mas como nem todas tempestades tropicais evoluem para furacões, o número total dessas tempestades tropicais é sempre maior que o número de furacões.
A intensidade de um furacão é medida pela Escala Saffir-Simpson. Essa escala classifica os furacões da seguinte forma, segundo a velocidade máxima dos ventos constantes:

Velocidade dos Ventos na Escala de Saffir-Simpson

Categoria
Velocidade dos Ventos (Km/h)
1
118-153
2
154-177
3
178-209
4
210-249
5
>249


A frequência dos furacões está aumentando?
Embora o número médio de furacões entre 1995 e 2005 seja, provavelmente, maior, não se observou um aumento a longo prazo na freqüência dos furacões durante o século 20, como um todo. Na verdade, tem-se visto períodos de alta atividade dos furacões que duram várias décadas, seguidas por outras décadas de baixa atividade. As décadas de 20 e 30 e as de 50 e 60, foram períodos ativos. Em 1995 iniciou-se uma outra fase de alta frequência de furacões que provavelmente persistirá por mais uma ou duas décadas.
O número de tempestades que ocorreram em 2004 foi a terceira maior, se se considerar o período entre 1950 e 2004. A temporada de 2005 deve ultrapassar a de 2004 e pode se tornar a temporada mais ativa já registrada. Contudo, este período de amostragem não é significativa para determinar se representa uma tendência, a longo prazo, do aumento da freqüência dos furacões.

Qual a causa de temporadas de furacões mais ativas?
A atividade dos furacões é influenciada por ciclos naturais de variações climáticas. A maior influência para a frequência a longo termo dos furacões, parece ser a “Oscilação do Atlântico Norte”, um ciclo regional climático na região do Atlântico, que influencia a temperatura do oceano. Temperaturas do oceano mais altas, são mais favoráveis à formação de furacões (em especial os mais intensos), enquanto temperaturas mais baixas são associadas a temporadas menos ativas. Em 2004 e 2005, as temperaturas superficiais no Mar do Caribe e no Golfo do México, estavam anormalmente altas, em particular no período em que o Furacão Katrina estava ganhando força, transformando-se de uma tempestade tropical em um Furacão de categoria 5, enquanto cruzava o Golfo do México.

Como El Niño influencia a atividade dos furacões?
O El Niño é um fenômeno do Pacífico Sul, em que a temperatura do oceano fica mais alta que o normal. Em contrapartida, quando essa temperatura é um pouco mais baixa, tem-se o fenômeno La Niña. O El Niño, que ocorre a cada 4-7 anos, tende a suprimir a atividade dos furacões no Atlântico Norte, inibindo, particularmente, a formação daqueles mais fortes, de categoria 3 ou mais. Por exemplo, em 1995, o ciclo da Oscilação do Atlântico Norte, favoreceu o retorno de estações de furacões ativas e cada ano, desde 1995, apresentou uma atividade acima da média, com uma exceção. Em 1997, a atividade dos furacões foi diminuida devido à presença forte do fenômeno El Niño durante 1997/1998. Em contrapartida, o fenômeno La Niña cria condições mais favoráveis para os furacões no Atlântico.

O aquecimento global poderá aumentar a frequência ou a intensidade dos furacões no futuro?
Praticamente todo mundo está consciente, atualmente, das mudanças climáticas; assim, quando um evento meteorológico extremo ocorre, não é incomum para as pessoas questionarem se tais fenômenos não seriam consequência do aquecimento global. Devido à ligação entre as temperaturas mais altas dos oceanos e os furacões, especula-se que os furacões aumentarão em sua frequêndia ou intensidade, num mundo mais quente, apresentando velocidades dos ventos mais altas e maior precipitação pluviométrica. Já foi observado, contudo, que a frequência dos furacões não tem aumentado, em média, ao longo do tempo. Contudo os cientistas acreditam que o aquecimento global resultará em furacões mais intensos, visto que o aumento da temperatura da superfície dos mares proporcionará a energia necessária para a intensificação das tempestades. Um estudo do "Massachusets Institute of Technology - MIT", publicado recentemente , fornece a primeira análise de dados que indicam que as tempestades tropicais estão, realmente, tornando-se mais poderosas.

O aquecimento global poderá criar outros fenômenos climáticos severos?
Com certeza foram observados aumentos de temperaturas e mudanças nos padrões de precipitações durante o século 20, resultantes da atividade humana. Isso resultou em alguns aumentos extremos de temperatura e de precipitação. Essa tendência deve continuar no futuro e existe a preocupação de que o aquecimento global venha a causar uma variabilidade climática e um acréscimo de condições extremas, tais como inundações e ondas de calor. Existem indicações que a mudança climática, induzida pelo homem, acumentou a severidade da onda de calor na Europa, em 2003, que matou um grande número de pessoas. Prevê-se, também, que, à medida que as mudanças climáticas continuem , eventos similares, mais que exceções, passarão a ser a regra.